quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

SAUDADES!!!!


É com muita tristeza que escrevo essa mensagem, perdemos a nossa querida amiga Patrícia Lúcia, do curso de Pedagogia. Ela sempre alegrou as aulas com sua simpatia e risadas.
Com certeza fará muita falta!
Descanse em paz!!!


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aula- atividade sobre a EJA - Educação de Jovens e Adultos

O tema da nossa aula do dia 04 de novembro foi a EJA, após a leitura de textos referentes a temática, os grupos responderam a questão:
 O que tais conhecimentos agregaram à minha formação docente? E como me imagino atuando neste segmento da Educação, ou seja, sendo um professor da EJA?
Confira as  postagens e seus respectivos autores:
Grupo 01
PARA QUE SERVE LER E ESCREVER?


A aprendizagem de uma criança deve estabelecer objetivos de acordo sua realidade, não muda muito na educação de jovens e adultos, utilizando a vivência para um melhor aproveitamento com utilização de reportagens, bilhetes, currículos e e-mails, etc. É importante também a existência de projetos de capacitação vinculados.
A realidade de um adulto deve ser organizada, utilizando essa linguagem para tornar o aprender a ler e escrever importante, exemplificado no relato de um senhor de 64 anos:
"Não sei ler, escrever nem telefonar, mas me viro para contar dinheiro e identificar as notas.”
  Autores: Rosângela, Perrone, Bruna e Manoel.


Grupo 2 :                             
Nós defendemos a idéia de uma alfabetização que não seja tão tradicionalistas, porém, construtivista, inserindo os educandos no centro do processo ensino-aprendizagem.


Utilizando-se de seus conhecimentos prévios e permitindo que eles não fiquem presos a textos como os da cartilha, mas que possam ter autonomia e utilizar uma variedade de textos cotidianos, de modo a formarem-se leitores críticos, vivenciando plenamente a linguagem.
Autoras: Camila, Juliana, Marcia e Marilene

Grupo 03:
Não basta apenas levar para os alunos o que a cartilha nos propõe a realizar em sala de aula, não é uma questão também de inovação e sim uma necessidade, para que os alunos possam entender as diversas formas de escritas conforme o seu dia a dia, usando assim, como exemplos os relatos de vida de cada um, suas experiências pessoais e profissionais.

Em cada texto existe uma emoção diferente que segue de acordo com a origem, que o entendimento do leitor possa ser exatamente o que o escritor esta expressando.
Autoras: Claudete, Erian e Patrícia.

Grupo 04:
O conceito e o letramento, essa concepção faz uso da leitura escrita para usar na vida social, não cai no esquecimento do indivíduo, basea-se no método grafonemas (escrita e som), onde o indivíduo faz uso desse novo conhecimento em todos os campos de sua vida social.
Esse método é a inserção plena do indivíduo na interação e comunicação com o mundo.
Explorando o conhecimento prévio da vida existente dos discentes da EJA. Com folhetins de formação, supermercado, revistas e reportagens de canais de televisão. Inserindo esses materiais a educação do discente da EJA, colocando-os de frente a realidade e a vivência até o momento já existentes.
Autoras: Suely, Perla, Gabriela, Rosângela e Liliane

Grupo 05:
O professor precisa conhecer e compreender a faixa etária de seus alunos, pois em cada uma delas a realidade, as necessidades e expectativas são diferentes. Como já pudemos perceber através das pesquisas e das leituras, o aluno, de um modo geral, necessita de oportunidades para mostrar seus conhecimentos prévios e demonstrar suas necessidades e anseios com relação a aprendizagem. Além disso, o aluno da EJA tem expectativas diferenciadas das crianças , pois suas necessidades são imediatistas e tem uma função social com objetivos distintos.
Portanto, o professor deve estar atento as propostas de atividades diferenciadas e desafiadoras que conduza o aluno a criatividade e raciocínio lógico e que este tenha o desejo de aprender com responsabilidade e auto-conhecimento.
Autores: Flávia, Antonio, Marcia e Simone

Grupo 06:



Nós do grupo, achamos que os estudantes da EJA-Educação de Jovens e Adultos deve ser de uma forma diferenciada, pelo fato dos mesmos já trazerem uma bagagem de informações, que nos obriga a trabalhar com essas informações, fazendo com que eles não apenas memorizem a relação entre as letras e os sons, mas que também vivenciem a linguagem escrita, interagindo com cartas, textos, bilhetes, que são objetos do seu dia-a-dia, propiciando assim, que eles avaliem suas habilidades.
Outra informação importante é a de que os jovens e adultos precisam gostar de estudar, assim os torna mais interessados pelos conteúdos.

Com criação de motivações diárias, acreditamos que os jovens e adultos venham a transformar a si mesmos e o meio em que vivem.
Autoras: Márcia, Suenne e Ângela.

Grupo 07:
Para nós, é fundamental adquirirmos os conhecimentos acerca da EJA para podermos propiciar aos alunos, jovens e adultos, a ampliação de seu universo comunicativo através de aulas significativas, interessantes, estimulantes e contextualizadas. Imaginamos que, como educadores, devemos considerar os conhecimentos prévios de nossos educadores, valorizando sua bagagem sócio-cultural e acima de tudo, respeitando a diversidade, para que se sintam bem acolhidos. Cabe a nós, eduacadores, propor desafios e ampliar os recursos para que, além da escrita autônoma e da leitura compreensiva, nossos alunos aprendam a conhecer-se, reconhecer-se e principalmente, transformarem-se para poder transformar a sociedade.
Autores: Lenita, Nelita, Sérgio, Silvana e Sylvia.


Grupo 08:
O grupo defende o método mais eficaz de alfabetização, não apenas ensinar o letramento e sim ensiná-lo a ser capaz de produzir textos compreensíveis, melhorando seu modo de comunicação e enriquecimento de sua bagagem cultural.
Trazendo para a alfabetização dos jovens e adultos um processo de amadurecimento de conteúdos estudantil.
Temos que valorizar o aluno da EJA, pois já vivênciaram diversas situações que proporcionaram um aprendizado rico e não merece ser menosprezado e sim aproveitado.

Autoras: Fabricia, Magali, Sandra e Tânia

Grupo 09:

Para que o professor tenha um bom desempenho no atendimento dos alunos da EJA,  ele deve possuir algumas qualidades: como ser dinâmico, objetivo, viver em constante atualização e possuir uma visão ampla para perceber quais as dificuldades dos alunos e os pontos a serem trabalhados.
O professor deve sempre que possível levar para a sala de aula situações que façam parte do cotidiano dos alunos,  para que o mesmo compreenda a importância da linguagem escrita que será aplicado em seu meio social e de comunicação.
Autoras: Lucilene, Iviani e Teresinha.

Grupo 10:
Com as informações adquiridas sobre a EJA, podemos dizer, que nós docentes, temos que trabalhar com esses jovens e adultos de forma diferente do que é trabalhado com a educação infantil.
Cabe a nós sabermos a realidade de cada aluno, qual a sua necessidade e o seu conhecimento próprio. Desta forma cumpriremos nosso verdadeiro papel enquanto educadoras.
O professor e os alunos devem caminhar juntos interagindo durante todo o processo de alfabetização. É importante que o adulto alfabetizando compreenda o que está sendo ensinado e que saiba aplicar em sua vida o conteúdo aprendido na escola.
Autoras: Ana Paula, Carina, Liliane e Renata


Grupo 11:
Devemos adotar uma proposta didática que leve em conta o que os alunos trazem de bagagem, sua vivência rural ou urbana, sua faixa etária, sua classe social, suas tradições etc. que devem ser consideradas no planejamento das atividades propostas que os insira no mundo letrado por meio de textos atuais, do cotidiano e do mundo e que desperte neles o desejo de se desenvolver continuadamente.
Outra preocupação na formação destes alunos é que muito deles procuram a alfabetização nesta fase da vida pois querem progredir socialmente e descobriram que sem ser alfabetizados tudo fica mais difícil, devido a competitividade do mercado de trabalho que segue modelos mundiais.

Para atender esta demanda é necessário implantar uma alfabetização includente que leve em conta as diferenças sociais e tente repará-las.
Autoras:  Andréa,Débora,Maria Inês e Wania


Grupo 12:
Como todo o ensino o EJA também passou por transformações haja visto que não basta decorar é preciso compreender o uso da linguagem.

Sabendo que estes alunos já foram excluídos e marginalizados perante a sociedade, onde o teórico é valorizado. Como professores devemos ressaltar as vivências e bagagens que estes alunos trazem, transformando seus conhecimentos prévios em conhecimentos sistematizados, para que os alunos percebam o quanto já sabem para além do letramento à valorização do indivíduo e sua auto estima.
Autores: Adriano, Aline e Kizzy

Grupo 13:

O texto aborda a conscientização dos órgãos públicos e privados em investir na preparação do ensino para jovens e adultos visando os trabalhadores que lutam para superar as condições precárias de vida em todas as perspectivas sociais.
Essa concepção nos favoreceu a conhecer a realidade de alfabetizar a partir dos conhecimentos prévios de acordo com sua vivência, estabelecendo uma conexão entre o ser humano e sua formação como cidadão crítico e consciente de seu papel na sociedade.
Autores:Alessandro ,Cinthia, Eliana, Fernanda e Joseli.

Grupo 14:
Concluímos que quando uma pessoa em idade adulta procura uma escola com a finalidade de se alfabetizar, ela traz consigo diversas aprendizagens de sua realidade e experiências, é necessário que o educador respeite e trabalhe com base na realidade dos alunos e da sociedade em que está inserido.

O aluno da EJA, necessita de incentivo e estímulo contínuo, para que haja interesse em progredir no processo de ensino e aprendizagem.
Apesar do adulto passar pelos mesmos processos de escrita da criança, ele necessita de atividades diferentes, pois a concepção de vida em que ele está inserido é diferente, afinal independente dele não saber ler e escrever, ele já trabalha, paga contas, entre outros.
Autores: Mayra, Keila e Jaqueline



























































sexta-feira, 30 de outubro de 2009

PARA PENSAR....

“Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo. E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas.”

Paulo Freire

Texto Com Sentido


Abandonar as chatas cartilhas, as famílias silábicas e enxergar o erro como expressão do processo de aprendizagem foram as principais inovações da Escola da Vila

Andréa Luize



Desde a implantação da Escola da Vila, uma das preocupações da equipe foi estruturar um trabalho baseado na proposta construtivista. Tarefa árdua numa época em que a concepção tradicional de ensino e aprendizagem era dominante! Passados esses anos, as contribuições desta instituição aos avanços da Educação têm sido fundamentais: o que fora considerado ousadia, hoje se mostra como um ponto de referência para as mais diversas escolas e profissionais. As idéias construtivistas acerca do processo de alfabetização vêm sendo cada vez mais divulgadas: as práticas tradicionais não mais encontram espaço onde se busca uma alfabetização atualizada e de qualidade.



Em 1983, a partir de um primeiro contato com as idéias apresentadas por Emília Ferreiro e Ana Teberosky, começou-se a repensar a prática cotidiana em sala de aula. Sabemos, atualmente, que um sujeito plenamente alfabetizado é aquele capaz de atuar com êxito nas mais diversas situações de uso da língua escrita. Dessa maneira, não basta ter o domínio do código alfabético - saber codificar e decodificar um texto: é preciso conhecer a diversidade de textos que circulam socialmente, suas funções e também os procedimentos adequados para interpretá-los e produzi-los. O processo de alfabetização, assim entendido, estende-se ao longo de toda a escolaridade e tem início muito antes do ingresso da criança na escola, em suas primeiras tentativas de compreender o universo letrado que a rodeia. Também implica tomar como ponto de partida o texto, pois este, sim, é revestido de função social - e não mais as palavras ou muito menos as sílabas sem sentido.



Transformações - As idéias trazidas pelas autoras citadas, entre outros pesquisadores, indicavam como a criança aprende, como constrói seus conhecimentos sobre a língua, mas não fornecia "modelos" de como atuar pedagogicamente para favorecer seus avanços. Da mesma forma, não mostrava como os diferentes tipos de textos deveriam ser trabalhados em sala de aula. Era preciso construir efetivamente intervenções pedagógicas adequadas, consistentes e condizentes com aqueles conhecimentos teóricos, o que só foi possível a partir de experiências, investigações e muita reflexão por parte dos professores.



Naquele período, o processo de alfabetização na Escola da Vila tomava como base a idéia de palavra-chave que era utilizada como unidade lingüística. A escolha dessas palavras não acontecia aleatoriamente, mas buscava-se um vocábulo que tivesse um real significado para o grupo-classe, que fosse extraído de suas experiências. As palavras apareciam na medida em que o grupo ia construindo sua história: TOMATE, SAPO, ZEZÉ, MENUDO, PIPA, VIVEIRO. O objetivo era sistematizá-las, tornando-as familiares ao grupo, para que as crianças pudessem, aos poucos, utilizá-las na escrita de outras palavras: era preciso que conseguissem decompor a palavra em sílabas e recompor essas sílabas em outras palavras: MEDO, MATE, MAPA…



É importante afirmar que a opção por essa metodologia já se mostrava inovadora, pois resultava na certeza de que a cartilha, e a concepção que traz consigo, não era o recurso mais favorável à aprendizagem da escrita, acima de tudo por ser destituída de qualquer significado e apresentar textos desconexos apenas para garantir a "memorização das famílias silábicas". Trabalhar com esse instrumento era acreditar que o ato de ler e escrever podia ser aprendido mecanicamente através do treino, da cópia repetitiva e principalmente da memorização. Essa não era a escolha da Escola da Vila!



Escrita espontânea - Foi através da leitura e análise do livro "Psicogênese da língua escrita", das autoras já referidas, que algumas mudanças na prática foram sendo estabelecidas. Em 1986, a Escola da Vila adotou a escrita espontânea, em que a criança é solicitada a escrever antes mesmo de dominar o código alfabético. Compreendeu-se que a criança, desde muito cedo, possui hipóteses em relação à forma como se escreve. Colocá-las em prática, confrontando-as com as idéias dos colegas e com modelos permite que avance até a conquista da escrita convencional.



Mesmo assim, a utilização das palavras-chaves era mantida, pois a concepção do que torna um sujeito alfabetizado ainda era restrita. Não havia clareza sobre o que fazer quando uma criança já estava alfabética (já lia e escrevia convencionalmente). A Escola da Vila ainda não havia estabelecido um procedimento para dar continuidade ao trabalho e, de fato, não se tinha idéia da amplitude do processo de alfabetização. Isso pode ser exemplificado pela cisão existente entre o trabalho que objetivava o domínio sobre o código alfabético e o trabalho com a produção de textos: a Escola da Vila acreditava que o primeiro deveria anteceder o segundo; não era clara a idéia de que aconteceriam paralelamente.



Escrita e linguagem escrita - Mais uma vez, a busca por respostas a tantas questões esteve atrelada às reflexões do grupo de profissionais da Escola da Vila, contando com a colaboração da pesquisadora Ana Teberosky, que realizou uma supervisão junto à equipe, em 1986. Dentre as várias contribuições trazidas por essa autora, uma das mais significativas foi a diferenciação entre escrita e linguagem escrita, consideradas, ambas, parte de um mesmo processo, o processo de alfabetização.



Para Teberosky, a escrita deve ser entendida como um sistema de notação, que no caso da língua portuguesa é alfabético (conhecer as letras, sua organização, sinais de pontuação, letra maiúscula, ortografia etc.). A linguagem escrita é definida como as formas de discurso, as condições e situações de uso nas quais a escrita possa ser utilizada (cartas, notícias, relatos científicos etc.).



Na prática, no dia-a-dia da sala de aula, tudo isso se concretizou em mudanças gradativas nas propostas e intervenções feitas junto às crianças. Em primeiro lugar, era preciso tomar por base o texto, e não mais as palavras-chaves, como o modelo que permitirá à criança construir conhecimentos sobre a escrita e suas formas de representação. O texto deveria ser o elemento fundamental para inserir a criança no universo letrado!



Além da escrita espontânea já introduzida anteriormente, também o trabalho com modelos, que permitem às crianças confrontarem suas hipóteses com o convencional, passou a ser considerado. Através de listas de palavras de um mesmo campo semântico (animais, comidas prediletas, personagens de gibi, brinquedos, jogos favoritos, nomes das crianças do grupo etc.), das parlendas e de outros textos, as crianças podem, hoje, ampliar suas concepções e avançar na aquisição da base alfabética, como também na compreensão de outros aspectos aqui inerentes (a grafia correta das palavras, o uso de sinais gráficos etc.).



Paralelamente, os diferentes tipos de textos precisam aparecer como objetos de análise em si mesmos, permitindo aos alunos diferenciá-los, conhecer melhor suas funções e características específicas. Para que isso se efetive, não só é necessário que saibam interpretá-los, como também escrevê-los (o que é de fato imprescindível!). A expressão pessoal - cartas, bilhetes, diários etc. - continua fazendo parte de nosso trabalho, mas acompanhada, na mesma medida, da escrita de outros textos, inclusive apoiada em modelos.



Todos esses avanços - e principalmente a concepção que temos hoje sobre a alfabetização - permitem caracterizar o trabalho realizado na Escola da Vila por sua qualidade. Também é importante lembrar que a preocupação com essa qualidade faz com que os profissionais que aqui atuam estejam em constante capacitação, a fim de aprimorar cada vez mais as intervenções pedagógicas realizadas e o atendimento às necessidades de cada criança.



________________________________________________________________________________



http://www.vila.org.br/revista_vila_21/alfabetizacao.htm

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NOITE DAS APRESENTAÇÕES !!! FOI SHOW!!!

A aula-atividade do dia 07 de outubro foi especial, os alunos do curso de Pedagogia do 3º Período fizeram exposição oral dos trabalhos de observação realizados em escolas de Educação Infantil.
As apresentações foram muito criativas e esclarecedoras,na abertura dos trabalhos assistimos uma peça teatral,que trazia uma reflexão sobre a prática pedagógica de muitos educadores.
Gostaria de parabenizar a todos os envolvidos pela excelente qualidade das apresentações.







Boas-vindas

Esse blog é destinado a todos os alunos da Pedagogia - 3º Período da Universidade Metodista- Pólo Itanhaém.